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Resumo

As perturbações mentais graves caracterizam-se por ser complexas e multifactoriais, afectando de forma transversal a vida das pessoas que delas padecem, dos seus familiares e pessoas que com elas se relacionam. Muitos dos factores característicos destas perturbações possuem uma natureza eminentemente psicossocial e derivam fundamentalmente dos défices e dificuldades de funcionamento que interferem significativamente no nível de autonomia, inserção social e qualidade de vida. Os tratamentos psiquiátricos e farmacológicos têm-se mostrado insuficientes e ineficientes na resposta a esta multidimensionalidade. É neste contexto que a Reabilitação Psicossocial emergiu, se desenvolveu e tem assumido nos últimos anos algum protagonismo, consolidando a sua especificidade pela construção e validação de um corpo de conhecimentos autónomo e bem definido em termos de objecto e metodologia que lhe possibilitou constituir-se actualmente num campo de saber. No entanto, este reconhecimento não significa que haja ainda consenso nos conceitos e práticas de Reabilitação Psicossocial, existindo alguma controvérsia e heterogeneidade de práticas nalguns casos pouco concordantes com os valores e princípios que devem orientar na actualidade as práticas de recovery de pessoas com incapacidades psicossociais. É neste âmbito, e com base no pressuposto de que muito há para evoluir neste âmbito, que se pretende contribuir para o desenvolvimento teórico e operacional desta área de interesse público, corroborando do objectivo de todas as pessoas às quais foi diagnosticada esta doença, bem como de todos aqueles que com elas interagem (desde profissionais a familiares): promover a sua qualidade de vida e a sua integração social.


Resumo

As emoções desempenham um papel importante no comportamento humano, permitindo comunicar o que sentimos e reconhecer nos outros o que estes estão a sentir. A expressão de emoções e o reconhecimento emocional são por isso duas áreas fundamentais na interacção social. As emoções influenciam ainda a forma como interpretamos e atribuímos significado aos acontecimentos, podendo associar-se a alterações do funcionamento psicológico e doenças físicas. O stress pode ser considerado como o exemplo de uma avaliação cognitiva e emocional na qual o individuo sente que os recursos que possui não lhe permitem responder às exigências com que se confronta, provocando alterações fisiológicas e um significado emocional negativo. Apesar de existirem características individuais protectoras do impacto de estados emocionais negativos, como por exemplo, os traços de personalidade, suporte social sentido e capacidade de resiliência, há situações de vulnerabilidade externa, como é o caso da actividade profissional, que quando implica comunicação e recurso às emoções na interacção pode gerar mais facilmente stress e emoções negativas, podendo conduzir ao stress ocupacional crónico e ao burnout. O burnout caracteriza-se, entre outros, por exaustão emocional que prejudica não só o indivíduo e afecta a sua funcionalidade laboral, mas provoca também uma diminuição da qualidade dos serviços prestados, situação particularmente grave em profissões que implicam interacção humana. A investigação sobre a influência das emoções e do stress reveste-se por isso de particular pertinência pois afecta não só a qualidade de vida do indivíduo, mas também a sua capacidade de interacção com os outros e o seu desempenho profissional.